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Star Trek completa 50 anos de vida em 2016, arrebatando diversos fãs pelo mundo com uma temática utópica e recheada de descobertas científicas, explorações espaciais e aventuras para além de no universo não mapeado. E nada mais justo do que comemorarmos com mais um longa-metragem inspirado nos eventos da série, sendo agora o terceiro episódio dessa nova leva de filmes que remontam as primeiras aventuras da tripulação da U.S.S. Enterprise.

Dirigido por Justin Lin (Autor competente da última leva de filmes da série Velozes e Furiosos) e produzido por J.J. Abrams – que preferiu ficar mais voltado na área de produção justamente pelo seu envolvimento na direção de Star Wars: O Despertar da Força – Star Trek: Sem Fronteiras nos traz de volta a vivência da U.S.S. Enterprise, mostrando um Capitão Kirk pensativo sobre sua posição ao tornar-se um ano mais velho do que o seu pai jamais foi, fazendo aniversário desempenhando o papel que um dia seu antecessor desempenhara – e que morreu cumprindo seu dever.

Star Trek: Sem Fronteiras

Logo após uma visita a um planeta em missão diplomática, a Enterprise é atacada por uma raça de alienígenas desconhecida, forçando a tripulação a pousar em um planeta inóspito. A partir daí eles conhecem a alien Jaylah, que os auxilia a impedir que tais vilões ataquem uma outra cidade espacial pacífica. É perante esse enredo simples e com estrutura episódica que os personagens são desenvolvidos, tornando-se o filme mais tranquilo de se entender e sem todas as exigências de roteiro que o espectador acaba sendo forçado a raciocinar dos últimos dois filmes.

E justamente por ser o filme menos exigente da trilogia, torna-se o filme com a estrutura mais parecida com a série clássica que já foi feito com essa nova roupagem. Toda a aventura e descoberta que é escrita para o filme consegue remeter com muita propriedade a mesma qualidade inocente e perspicaz de roteiro da série clássica, fazendo com que os fãs mais ferrenhos de Star Trek se sintam presenteados com tamanha simplicidade e ao mesmo tempo toda a experiência sci fi que só Star Trek consegue proporcionar.

Os efeitos especiais dão um show à parte, sendo um filme muito honesto com relação a utilização de efeitos práticos em união com os efeitos em computador. J. J. Abrams é um apaixonado pelo cinema a moda antiga e o filme é grato por isso, justamente por fazer uma mescla de maquiagem, animatrônicos e efeitos especiais muito bem elaborada.

Muitas das vezes o filme parece nem ter utilizado tanto dinheiro para conceber cenas pirotécnicas, visto o trabalho excelente da equipe de direção de arte e cenários que conseguiu desenvolver muito bem todos os panoramas de cada planeta visitado, não podendo discernir aonde termina o cenário real e onde começa o virtual.

Star Trek: Sem Fronteiras

Além da homenagem dos 50 anos de Star Trek, outra homenagem foi feita durante o filme: a despedida de Leonard Nimoy como Spock. Sua morte no início de 2015 fez com que sua participação fosse diferente dos outros dois filmes, conseguindo contribuir tanto como homenagem a todo o seu trabalho na série original como também como um divisor de águas para o personagem que agora é vivido por Zachary Quinto, mudando um pouco o rumo e a psique do personagem.

A trilha sonora também tem sua devida presença positiva, sendo composta por Michael Giacchino, pegando o tema de Star Trek já remontado para os novos filmes e repaginando o mesmo com uma temática mais otimista. É uma trilha que consegue enfatizar tanto momentos cômicos quanto momentos emocionantes, principalmente no ápice do filme com a utilização orgânica de uma música de Beastie Boys, não sendo nada gratuita para a leitura do filme.

Star Trek: Sem Fronteiras

O que decepciona no filme é a participação um tanto rasa de alguns personagens, principalmente do vilão Krall (Idris Elba) e Jaylah (Sofia Boutella). Por mais que Idris Elba seja um excelente ator e digno de ser acompanhado não importa em que produção ele esteja, seu personagem é apresentado de maneira rasa e as suas motivações só são bem explicadas – e mesmo assim de maneira um tanto cuspida para o espectador – lá para o final do filme. Já Jaylah é uma personagem cujo design de maquiagem é, de longe, um dos mais bonitos do filme, porém sua participação é tocada para escanteio muito rapidamente, sendo facilmente descartada no fim do filme e com um passado nada aproveitado durante o desenrolar da história.

REVIEW GERAL
Roteiro:
Direção:
Elenco:
Trilha Sonora:
Fotografia:
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Designer, escritor, amante de paçoca e cinéfilo desde de que se entende por gente, além de possuir uma coleção generosa de DVDs e Blu-Rays de filmes e séries que são limpos e organizados religiosamente.