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Fazer filmes de comédia nunca foi moleza, ainda mais atualmente. Conseguir discernir a linha tênue entre a comédia pastelão barata e a comédia consciente de si mesma é um trabalho que poucos conseguem realizar, e com Um Espião e Meio o resultado é bastante satisfatório.

Dirigido por Rawson Marshall Thurber (responsável pelo hilário Com a Bola Toda), o filme conta a história de Calvin (Kevin Hart), que na época de colégio era o rapaz mais popular e que, por infortúnio do destino, acabou fazendo amizade com Bob (Dwayne Johnson), um jovem gordinho que sofria bullying. 20 anos depois os dois se reencontram, sendo Calvin um contador frustrado com a própria vida e Bob um pugilista gentil e camarada. Porém acontecimentos fazem com que os dois se envolvam em uma série de enrascadas com a CIA, até que Calvin descobre que Bob é um agente secreto procurado.

Um Espião e Meio

O roteiro de Um Espião e Meio consegue brincar com facilidade entre os domínios dos gêneros da ação e da comédia, trazendo um equilíbrio entre cenas engraçadas e com ação bem executadas. Muitas das vezes a ação e a comédia se entrelaçam, tornando um tipo de filme divertido e que ao mesmo tempo consegue nos dar cenas frenéticas, interessantes e que prendem a atenção do espectador. É um filme que por conta de todas essas qualidades consegue ser uma diversão honesta, sendo perfeito para ser assistido num fim de semana com a família ou amigos.

A estrela do filme sem sombra de dúvidas é o ator Dwayne Johnson (vulgo The Rock), que está no terreno que mais gosta de atuar, sendo divertido e ao mesmo tempo bem resolvido com cenas de luta e tiroteio, esbanjando seus músculos quase ao modo de Terry Crews e por muitas das vezes brincando com a sua própria força (a cena em que ele movimenta um avião puxado por uma corda como se o mesmo fosse feito de papelão é hilária). Sua versão mais jovem (e com muito mais gordura também) é genial, sendo bem executada e inteligente nos ângulos em que resolvem mesclar o rosto do ator com a do modelo de corpo.

Um Espião e Meio

Infelizmente o mesmo não pode ser dito com tanto afinco com o ator Kevin Hart. Ele faz o dever de casa muito bem em diversas cenas, principalmente quando ele encarna a única pessoa tentando ser racional mediante a toda a confusão da história, porém ele acaba emulando muito do lugar comum de estereótipos de negros exaltados que acabam sempre aparecendo em filmes de comédia, parecendo ser um palhaço de circo a todo momento e tornando-se somente mais um Chris Tucker da vida.

REVIEW GERAL
Roteiro:
Direção:
Elenco:
Trilha Sonora:
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Designer, escritor, amante de paçoca e cinéfilo desde de que se entende por gente, além de possuir uma coleção generosa de DVDs e Blu-Rays de filmes e séries que são limpos e organizados religiosamente.