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Todos que possuem bichinhos de estimação em casa sabem como é a vida com eles. Existem as traquinagens que eles sempre cometem, porém, a melhor parte é o companheirismo e o amor incondicional que eles nos ofertam todos os dias. E com a mesma via de pensamento de Toy Story, a Illumination Entertainment nos apresenta Pets – A Vida secreta dos Bichos, que conta as aventuras que os nossos melhores amigos enfrentam quando os donos não estão em casa.

A história mesmo não sendo a coisa mais original do mundo – um cachorro que se perde na cidade e os amigos pets partem para procura-lo – a Illumination consegue fazer o seu trabalho de casa, nos dando uma trama envolvente e gostosa de se acompanhar, criando ao entorno do protagonista – o cachorrinho Max – uma série de personagens engraçados e bem resolvidos na história, cada um brilhando de um jeito diferente e compondo um grupo de amigos bem diversificado e que funciona no enredo.

O visual é o que mais impressiona, mostrando que a produtora de animação já está começando a amadurecer em estética e nos dá um produto que foge do lugar comum que ela andava seguindo, como os caricatos Meu Malvado Favorito e Lorax. Por mais que os personagens humanos e os animais tenham um estilo cartunizado, a cidade de Nova York é sempre retratada com muito realismo, sempre pegando os melhores ângulos da cidade e emulando uma fotografia rica em cores outonais, vivacidade em iluminação e um certo desfoque de lente em planos mais distantes que dão um toque mais maduro para o filme.

Pets: A Vida Secreta dos BichosA trilha sonora é algo que impressiona bastante também, sabendo dosar a quantidade e aparição de músicas de diversos artistas, desde o pop ao rock, complementando muito bem toda a temática e a aventura que os pets passam no decorrer do filme e junto com a fotografia conseguem esbanjar maturidade em certos momentos, principalmente na conclusão da animação onde o filme aproveita para realçar ainda mais o amor e os momentos felizes em que os cachorros/gatos possuem com seus donos.

O chato da animação é o de ver que não é a história mais original do mundo. Os trailers mostravam várias piadas interessantes que instigavam o espectador a querer conhecer mais a vida desses animaizinhos, porém no decorrer da trama é impossível não perceber que tudo aquilo que estamos vendo não se passa de uma mera repetição repaginada de outros filmes, principalmente as primeiras animações da Pixar que possuíam um enredo de “volta ao lar” muito presente em seus longas.

Isso torna o desenho ao mesmo tempo esquecível. Não há nada de diferente ou de empolgante, e se você já assistiu o mínimo de trailers dessa animação fique avisado: você já conhece 80% das piadas boas do filme. Os outros 20% são mero pastelão barato que a produtora adora colocar em seus filmes, criando personagens que só servem como palhaços de circo e, se fossem retirados da trama, não fariam diferença alguma para o desenrolar da história.

REVIEW GERAL
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Designer, escritor, amante de paçoca e cinéfilo desde de que se entende por gente, além de possuir uma coleção generosa de DVDs e Blu-Rays de filmes e séries que são limpos e organizados religiosamente.