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“Dois Caras Legais” se passa numa Los Angeles da década de 1970 e conta a história do detetive particular Holland March (Ryan Gosling) e o justiceiro Jackson Healy (Russell Crowe) se juntam por interesses mútuos, e precisam encontrar uma garota desaparecida que está sendo jurada de morte. A estrela pornô Misty Mountain morre devido à um grave acidente de carro, os dois casos estariam ligados? March e Healy partem para a investigação, e descobrem um plano chocante e surpreendente.

O filme começa mostrando as diferentes personalidades dos protagonistas. Holland March é um detetive viúvo, pai de uma garotinha muito esperta. Ele é bem atrapalhado, ingênuo, e que afoga suas mágoas em bebidas. Jackson Healy é um cara durão, que age por conta própria, uma espécie de justiceiro que faz serviços sujos de “clientes”, seja procurando uma pessoa desaparecida, seja batendo em rapazes que estão dando em cima de garotas. O jeito que eles se encontram não é muito legal, já que March está investigando a morte da estrela pornô Misty Mountain, e tem no nome de Amelia Kutner uma pista para o caso. Healy é contratado para descobrir o que o detetive sabe, e o encontro deles acaba em porrada, mas daí surge uma “amizade” diferente, eles percebem que precisam se unir para desvendar o caso.

O roteiro é muito bom, você fica surpreso com a virada que a trama dá em certo momento do filme, de certa o forma, o antagonista também causa surpresa. O filme é um dos mais divertidos desse ano, o gênero “Buddy Cops” é bem representado, em vários momentos me senti vendo um filme dos anos 70/80 no estilo “Máquina Mortífera” de ser. Momentos cômicos e absurdos são visto a toda hora, o que faz o filme ter um ótimo ritmo.

O elenco é ótimo, a química entre Ryan Gosling e Russell Crowe me surpreendeu, eu não imaginava que ia dar tão certo. Gosling faz o seu Holland March de uma ótima forma, um cara bem-humorado, que não leva nada a sério, de certa forma ingênuo que passa mal ao ver sangue e é um detetive atrapalhado, que parece burro, mas só parece. Crowe vive Jack Healy, um cara parrudo, cansado de tanta injustiça, que age por conta própria, um cara forte e marcado por um acontecimento do passado, ele é bem divertido, tem ótimas tiradas. O filme fica melhor quando a dupla se une, tem vários momentos muito engraçados. Destaque também para a jovem atriz Angourie Rice, que vive Holly March, a filha de Holland. Uma garota esperta, que se mostra importante para a trama, onde ajuda seu pai nos casos. A relação com ele é de amor e ódio.

A trilha sonora é muito boa, com alguns hits dos anos 70, que junto com a bonita fotografia dá o tom do filme, divertido, engraçado, com muita ação e com situações bizarras, que dá muito gosto de ver. O diretor Shane Black fez um ótimo trabalho, tudo nesse filme encaixou, e com certeza mereceu os aplausos recebidos em Cannes.