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Nesses últimos anos, a Warner Bros. vem trazendo para o cinema adaptações de grandes clássicos do cinema ou de animações. Em 2015 tivemos Peter Pan, no próximo ano teremos Mogli, e neste ano temos A Lenda de Tarzan, e talvez o grande problema que o público tem ao olhar de primeira a esses filmes é a falta de criatividade para criar uma história boa e sem clichê.

A Lenda de Tarzan já chegou ao mercado americano com a expectativa de que o filme poderia fracassar nas bilheterias e trazer prejuízo ao estúdio, o que pode trazer uma boa surpresa a todos, já que o filme começou bem por lá e pode não dar o prejuízo. E o motivo é que filme dirigido por David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte) conseguiu ser diferente do que as pessoas poderiam imaginar.

Para início de conversa, o filme não vai no clichê de recontar a história, ou dar uma origem jamais contada, o filme parte para anos após a história em que todos nós já conhecemos, onde Tarzan (interpretado por Alexander Skagaard) cresceu na selva, aprendeu a conviver com os gorilas, conheceu Jane (Margot Robbie), seu primeiro e único amor e descobriu todo o seu passado. Tarzan agora vive em Londres e carrega o nome de John Clayton III, assumindo que a sua única família foi a humana, querendo assim apagar da memória o que aconteceu na selva e ter uma vida nova.

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Porém isso é algo que dificilmente há de acontecer, já que ele criou uma rixa com Chief Mbonga (Dijimon Hounsou), líder de uma tribo local, e que pretende matar Tarzan. E após conhecer o Capitão Rom (Christopher Waltz), acaba propondo a missão de captura-lo, para assim, se vingar de uma tragédia que Tarzan teria cometido.

Durante a história, alguns flashbacks do passado são apresentados, mas são rápidos e em momento nenhum o filme se preocupa em contar uma nova origem. A história apesar de simples e direta, é convincente e consegue te prender nos 110 minutos de filme, além de trazer temáticas interessantes como a escravidão.

Algo que me surpreendeu, foi a atuação de Samuel L. Jackson, que interpreta George Washington Williams. Ele consegue roubar a cena em diversos momentos e é o grande alívio cômico dentro do filme, além de suas cenas de ação serem bem apresentadas e o seu personagem ser muito bem construído.

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Margot Robbie também demonstra ser uma atriz de ótimo potencial. Sua Jane é uma típica protagonista feminina para os padrões de 2016, com imponência e sem precisar depender de uma força masculina em determinadas vezes. Uma cena em especifica com Christopher Waltz, é um dos grandes triunfos do filme. É incrível pensar que a mesma atriz estrelará Esquadrão Suicida, interpretando a Arlequina, uma personagem completamente diferente da sua Jane.

Os efeitos especiais estão na medida, nada de muito espetacular comparando com o que foi visto recentemente com Mogli: O Menino Lobo da Disney, o que foi impossível de não comparar. Mas isso consegue ser explicado, já que o orçamento do filme não foi tão alto.